terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pálpebra

Duram as palavras

Seja pela agonia de cada esforço por mantê-las

Ou em cada ruga prematura e instantânea

Cada pálpebra dolorida

Cada noite vazia e repleta de algo

Que não se define e se sente pouco

Mas lá está

Pessoas se descontroem e se simulam no espaço alheio

Usando palavras que duram

Pelo menos

Uma vida

Estou atrasada e são 27 graus celsius de calor que provavelmente se transformarão em 35 em duas horas. Tendo a escrever agora e não sei bem o porquê, tendo a ligar e a chamar, mas nada vale mais do que minha falta de impulso, hoje não vale mais; eu não tenho dito o suficiente, mas não sei o que significa estar nesse limiar.

domingo, 22 de agosto de 2010

Post da manhã

Acordar, levantar, acordar novamente, deitar, acordar, computador, leite, livros, acordada.
O domingo não é mais o mesmo de outrora, o domingo está repleto de palavras agora, falta a pele que o envolvia, falta a sensibilidade da luz por si só, mesmo sem peles.

Fora do lugar

Ribeirão Preto ainda não faz sentido,
não existe, não pensa,
deixa acordada a noite, sem música,
ainda tenta tocar com as duas mãos.

Relógio Noturno

Não são momentos a sós os meus de indigente. Sou indigente na vitória conjunta, na crença em uniões sem dor, sou indigente na ilusão em que a proximidade me toma. Estive indigente por muitas horas, há não tantas horas. Uma estrela cadente passou e ainda passa e uma vez mais persiste, minha imagem particular. Antes de pedir preciso perguntar, não me é vedado, se há mais rubor ou gelo no universo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010




E quem não sabe, de fato, quem é o mais atraente dos irmãos?
Deparei-me com Dimitri assim, ao acaso, na Internet, e um turbilhão de imagens sobrepujaram qualquer pensamento meu.
Ainda espero alguma carta dele, ainda espero rever Dostoiévski muitas vezes!