quarta-feira, 10 de junho de 2009

Jovem contemporâneo, contradição.


Hoje, conversando por alto com um colega, percebi quão desabituadas estão as pessoas com o prazer, aquele tranportador, aquele chocante, que a literatura, a boa, a livre de paradigmas (e de pieguices) proporciona a quem possui um mínimo de sutileza para com o significado além das palavras. Ainda nessa conversa (tomarei-a como base, embora minha opinião se aplique a situações das mais triviais possíveis) notei quão moralistas são as posições que as pessoas se apressam a adotar e apresentar como suas "norteadoras". Moralistas no sentido mais católico, portanto auto-repressivo. A "moral de rebanho" elucidada por Nietzsche aplica-se à turba com extensões, e profundidade, incomensuráveis em nosso século.

A abordagem e posicionamento de jovens acerca das questões que buscam uma análise posicional quanto a temas polêmicos relativos às atitudes, às decisões, aos princípios que regem o comportamento social, têm sido cada vez mais conservadoras.

Volta-se o "namorar com permissão", a reprovação às comunidades alternativas, a censura às

liberdades consideradoas "desregradas" das escolhas por imagens chamativas e ao descaso diante da opinião pública. Não estou a defender sociedades ou hábitos, quaiquer que sejam, abstenho-me a apontar como as gerações alternam-se na primazia de certos valores. O esperado nem sempre se concretiza quando lidamos com o psicológico humano. A criação e o cenário mundial, de desenvolvimento, descobertas, ampliações em geral em que estamos inseridos, nós adolescentes e jovens de hoje, tinha como previsões o impulso às liberdades e à uma maior compreensão, aceitação do novo, alternativo, independente, do controverso, do desgarrado, do antes considerado subversivo a padrões por arbitrariedades... Entretanto nota-se que uma obra literária com enredo mais denso, mais realistas (ou revelador), crítico e sem eufemismos quanto às interações homem-mulher, pensamento-ato, situações descarnadas, desprovidas de floreamentos ou enternecimentos quanto a amor, sexo, opinião, às vicissitudes rotineiras que cada um enfrenta mas com menos amenidade na descrição, estes provocam mais estranheza aos nossos adolescentes do que aos de meio século atrás.

A que se deve tais posições? À alienação ao percurso, sucessos, aberturas já conseguidos em prol de nossa liberdade? Em parte creio que sim... Mas haverá argumento mais contundente para a persistência de conceitos antiquados nos moldes contemporâneos?

terça-feira, 9 de junho de 2009

No choice now

Escolhas...
Elas não poderiam me faltar, não podem deixar de perpassar toda as minhas ideias e apreensões... Cá estou eu a falar delas...
Não sei o que quero seguir na minha vida, no meu "foco"...
Não sei, mas tento, procuro, só que não é falta de informação, é decisão... Os utilitaristas acreditam que quando uma pessoas possui todas as informações sobre um assunto ou acerca de um problema, ela só pode ter uma opinião, a certa... Mas a "informação" não me diz que possuo uma escolha melhor e que consigo apreender qual é ela... Não é relativismo em excesso de minha parte, é talvez insegurança, fraqueza, mas é ainda medo de ceder, ceder o que não tenho dimensão de quanto me vale.
Quantas noites sem dormir!

(Meu caro...) Alberto Caeiro


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Insônia


Future



Não gosto muito de ONGs e suas respectivas "derivações", mas acredito que devamos cooperar por um futuro menos egoísta... menos prejudicial, menos esbanjagor, destruidor...

Como chegamos a este ponto, não é mesmo?

É válido o "Cada um faça a sua parte!", sempre foi assim, só que nos desligamos... perdemos um traço de humanidade em meio a tanto "progresso"...

(A garota que não gosta de ONGs^^)

Homero e Aquiles.

"É sempre como foi com Aquiles e Homero: um tem a vivência, a sensação, o outro as descreve."
Homero não sabe se suas histórias, suas paixões podem de fato ocorrer, há mitificação no que ele próprio acredita ser verdade, possível... Por isso nossas desilusões, acreditamos nos "contos", na criatividade alheia! Como não percebi antes(?)
Mas quem morre melhor? Quem vive melhor?